António Costa, atual presidente da Câmara de Lisboa e candidato a líder do PS, comparou a atuação do Governo e do ministro da Educação na prova de avaliação dos professores à de um «caçador furtivo».

«Se há algo para mim que é inconcebível é que o ministro da Educação e o Governo se comportem relativamente aos professores, ou a qualquer outro grupo profissional, como um caçador furtivo que se esconde na esquina para apanhar [as presas] distraídas e as caçar na primeira oportunidade», disse António Costa, durante uma ação de campanha para as primárias do PS, na Póvoa de Santa Iria.

Para o candidato à liderança do PS, a forma como o Governo geriu o processo da prova de Avaliação de Capacidades e Conhecimentos dos professores é um exemplo e um sinal de que a «o laço de confiança entre o Governo e os cidadãos está quebrado».

António Costa concorda que deve haver avaliação, mas defendeu que «esta não é nem pode ser» a forma de relacionamento do Estado com os cidadãos e «muito menos de um ministro em relação àqueles que, no seu ministério, servem o país e os portugueses».

Perante cerca de meia centenas de apoiantes, que marcaram presença no auditório da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, na freguesia da Póvoa de santa Iria, concelho de Vila Franca de Xira, o atual presidente da Câmara de Lisboa sublinhou que é essa confiança que se quebrou que é necessário reconquistar e restabelecer com os portugueses.