O secretário-geral do PS considerou hoje que o primeiro-ministro prestou um mau serviço ao país ao dizer que pode dispensar os socialistas de assinarem um eventual programa cautelar destinado a Portugal a partir de junho de 2014.

Em entrevista conjunta à TVI e TSF, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou que o Governo pode dispensar um acordo do PS caso Portugal necessite de um programa cautelar, alegando que este programa tem a vigência de um ano, dentro do mandato do atual executivo PSD/CDS.

Perante esta posição, o líder socialista deu uma resposta sintética, lamentando as declarações de Pedro Passos Coelho.

«O PS tomou nota dessa declaração algo surpreendente do primeiro-ministro. Tomamos nota para memória futura», disse, antes de criticar Passos Coelho.

«Considero que o primeiro-ministro, quando fez essa declaração [sobre a dispensa do PS no programa cautelar] não estava a pensar no interesse nacional. Agiu a pensar nos seus interesses partidários e nas próximas eleições [legislativas]. Acho que prestou um mau serviço ao país, mas essa é a declaração do primeiro-ministro - e eu registo», observou o secretário-geral socialista.

António José Seguro contrapôs que o PS «estará sempre presente em todos os debates que sejam do interesse nacional».