O dirigente socialista António Costa discordou esta quinta-feira da proposta do líder, António José Seguro, para a realização de primárias no final de setembro, alegando ser contraditória com a sugestão do PS de dissolução do parlamento.

Esta posição, de acordo com dirigentes apoiantes do presidente da Câmara de Lisboa, foi transmitida por António Costa na Comissão Política Nacional do PS, após o secretário-geral, António José Seguro, ter proposto a realização de eleições primárias no dia 28 de setembro ou a 5 de outubro.

António Costa defendeu votações separadas: uma para a realização de eleições primárias para a escolha do candidato socialista a primeiro-ministro (um processo que disse aceitar); e outra votação sobre o calendário e data das primárias(em relação às quais discorda.

Em vez da proposta de Seguro para a realização de primárias a 28 de setembro ou a 5 de outubro, o autarca de Lisboa sustentou que o processo deve ficar concluído em julho.

Para o efeito, António Costa invocou a intervenção feita esta manhã pelo presidente do Grupo Parlamentar do PS, Alberto Martins, em que sugeriu que o Presidente da República tem de atuar porque está em causa a regular funcionamento das instituições, na sequência das críticas do Governo ao Tribunal Constitucional.

De acordo com dirigentes afetos a António Costa, o presidente da Câmara de Lisboa argumentou que o PS «tem tradição de resolver depressa» as suas questões internas e advertiu que seria «gravíssimo» se o processo de primárias se prolongasse até ao final de setembro.