A candidata do Bloco de Esquerda às eleições europeias, Marisa Matias, comentou este sábado as palavras do Presidente da República sobre as exigências de rigor orçamental, afirmando que Cavaco «só disse o que o Governo está a esconder há muito tempo».

Marisa Matias falava no Porto durante as comemorações do 15.º aniversário do Bloco de Esquerda (BE), tendo centrado o discurso em críticas às medidas de austeridade do Governo e aproveitado para comentar o texto do Presidente da República, o prefácio do 'Roteiros VIII'.

Nesse texto, Cavaco Silva considera «uma ilusão» pensar que as exigências de rigor orçamental vão desaparecer após a conclusão do programa de ajustamento e avisa que, pelo menos, até 2035 Portugal continuará sujeito a supervisão.

«As palavras do Presidente da República confirmam que não há fim de programa ajustamento. O Presidente confinou o que o Governo anda a tentar esconder há muito tempo», disse Marisa Matias.

«Não podemos permitir que a austeridade tenha vindo para ficar e durar. A escolha nas próximas eleições é entre a austeridade ou a política de emprego. Escolher entre cumprir o memorando ou a Constituição. Defender o estado orçamental ou defender o país. O que está em causa nas eleições europeias é escolher entre fazer o que nos mandam ou não fazer o que nos mandam. Defender o nosso país é desobedecer a esta Europa», concluiu a candidata do BE às europeias.

Marisa Martins defendeu que «o chamado programa de ajustamento não tem rigorosamente nada a ver com ajustamento», justificando com o lamento de que «o défice e a dívida estejam sempre a subir, bem como os impostos e as taxas de desemprego».

A eurocandidata dedicou, também, boa parte da sua intervenção a uma análise sobre aquilo que diz ser a «destruição do Estado Social» e aproveitou para introduzir o tema das eleições europeias, vincando que nesse ato eleitoral os portugueses poderão exercer uma escolha entre a «austeridade e a política de emprego».

«Não podemos permitir que a austeridade tenha vindo para ficar e durar. A escolha nas próximas eleições é entre a austeridade ou a política de emprego. Escolher entre cumprir o memorando ou a constituição. Defender o estado orçamental ou defender o país. O que está em causa nas eleições europeias é escolher entre fazer o que nos mandam ou não fazer o que nos mandam. Defender o nosso país é desobedecer a esta Europa», concluiu.