O primeiro-ministro confirmou este sábado que foi alcançado um «acordo sólido e abrangente» para ultrapassar a crise política.

Passos Coelho adiantou algumas alterações no Governo, mas lembrou que ainda cabe ao Presidente da República aceitar a proposta.

Pequeno protesto à porta da reunião

Paulo Portas será vice-primeiro-ministro, «com responsabilidade de coordenar as políticas económicas e o relacionamento com a troika», «bem como as orientações da reforma do Estado», informou Passos Coelho.

Quase 30 anos depois, Portugal pode voltar a ter um vice-primeiro-ministro

Maria Luís Albuquerque, que motivou a demissão de Portas dos Negócios Estrangeiros, mantém-se como ministra das Finanças.

Passos admitiu ainda que existirão «outras alterações com significado na organização interna do Governo». A TVI apurou que António Pires de Lima foi apontado para ministro da Economia.

A comunicação do primeiro-ministro destacou a importância da «estabilidade política». «O acordo reúne as condições políticas necessárias para garantir a estabilidade até ao fim da legislatura e assegurar o cumprimento dos compromissos externos de Portugal», disse.

Segundo Passos Coelho, a política económica sai «valorizada» deste acordo, com prioridade para «o crescimento e o emprego».

«Os dois partidos da coligação trabalharam arduamente para ultrapassar» o que foi qualificou de «situação política delicada».

O presidente do PSD também anunciou que vai apresentar, com Portas, um «manifesto de política europeia» que seja «a base de uma lista única» às eleições europeias.