O CDS-PP sai reforçado da crise política da última semana. Além de Paulo Portas, que afinal vai ficar no Governo como vice-primeiro ministro e a coordenação económica, António Pires de Lima deverá ficar com a pasta da Economia.

Jorge Moreira da Silva, vice-presidente do PSD, fica com a pasta do Ambiente e Energia e Álvaro Santos Pereira perde não só o superministério como sai mesmo do Executivo.

A pasta do Trabalho passa para a Segurança Social do democrata-cristão Mota Soares e Assunção Cristas mantém-se apesar de perder o Ambiente.

Para substituir Portas nos Negócios Estrangeiros, é apontado o embaixador de Portugal em Washington Nuno Brito.

Apesar de ter dado origem à demissão do líder do CDS, Maria Luís Albuquerque deverá manter-se como ministra das Finanças.

Foi este o entendimento que o primeiro-ministro levou a Cavaco Silva e é ao Presidente que cabe a última palavra para a solução desta crise política.

Em Belém, o silêncio é de ouro até terça-feira, porque ainda serão ouvidos todos os partidos com assento parlamentar.