Pedro Passos Coelho defendeu esta terça-feira, em Paris, que Rui Machete tem desempenhado as funções de ministro dos Negócios Estrangeiros «com toda a sua confiança» e que «não há números mágicos» para evitar um segundo resgate de Portugal.

O primeiro-ministro reagia as declarações de Rui Machete que estabeleceu uma taxa de juro de 4,5% para que Portugal possa evitar um segundo resgate. As declarações polémicas do MNE foram desmentidas esta segunda-feira por Paulo Portas que defendeu que Portugal tem um prazo, mas não uma taxa para regressar aos mercados.

O chefe do governo português falava aos jornalistas na embaixada portuguesa em Paris, antes de participar esta tarde na segunda conferência europeia sobre o emprego jovem. Questionado pelos jornalistas sobre se mantém a confiança em Rui Machete, Pedro Passos Coelho respondeu: «Essa questão não está em cima da mesa».

Questionado novamente sobre os 4,5% de taxa de juro referidos por Machete, Pedro Passos Coelho respondeu: «Terá ocasião de perguntar ao senhor ministro, isso não tem para mim nenhuma relevância maior». Já sobre as taxas de juro para o regresso de Portugal aos mercados, o primeiro-ministro considerou que «não há números mágicos nessa matéria».

«Estamos a fazer um caminho que é importante, desde janeiro de 2012, onde atingimos um pico em matéria de taxas nos diversos prazos que tem vindo a declinar desde então, felizmente esse processo foi retomado, foi um pouco perturbado durante o verão, mas foi agora retomado, a tendência portanto tem sido em todos os prazos para que as taxas de juro venham a baixar para níveis que possam ser considerados sustentáveis para futuro», declarou Passos.