O presidente do PSD e primeiro-ministro declara-se sem medo de ser julgado nas eleições europeias, considerando que o Governo cumpriu as suas obrigações e que os eleitores não desejam uma mudança para as políticas do PS.

Num encontro com jovens para assinalar o Dia da Europa, inserido na campanha da coligação PSD/CDS-PP para as eleições europeias num auditório em São João da Madeira, Pedro Passos Coelho referiu-se à ideia de que «é o Governo que vai ser julgado» no dia 25 de maio, e afirmou: «Deixem-me dizer-vos: Eu não tenho nenhum medo de ser julgado nas eleições, nem nas legislativas nem nas europeias».

«Aqueles que pensam que nós estamos acabrunhados ou temos receio de enfrentar os eleitores por termos cumprido com as nossas obrigações, por fechar um resgate que não pedimos, que os socialistas pediram, conduziram o país à beira da insolvência, que nós ultrapassámos, regressando a financiamento de mercado, os que pensam que nós estamos acabrunhados por causa disso estão profundamente enganados», acrescentou.

O primeiro-ministro ainda acusou o partido socialista de renegar a arquitetura da União Europeia que ajudaram a construir, lembrando a expressão «porreiro, pá» com que foi comemorado o Tratado de Lisboa.

Pedro Passos Coelho considerou que «os cidadãos que ao fim do dia fazem a sua reflexão devem perceber esta inconsistência» dos socialistas.

No seu discurso, o presidente do PSD defendeu que a União Europeia é «um projeto cada vez com mais futuro», aperfeiçoado nos últimos três anos, condenando as «correntes populistas e demagógicas» que a apontam como a causa de «todos os males» e o atual discurso do PS.

«Afinal, a Europa que eles construíram no Tratado de Lisboa é a Europa que não é solidária, é a Europa que não traz futuro para os jovens, é a Europa que é responsável por todos os nossos problemas e que tem de ser mudada com os socialistas - a facilidade com que se perde a memória», criticou.

Segundo o chefe do executivo PSD/CDS-PP, este discurso explica-se com a passagem do Governo para a oposição: «Quando se está no Governo a Europa que se construiu foi fantástica, pá, foi porreiro, pá - lembram-se disso? Mas quando se está na oposição é muito má, é a origem de todos os problemas».