O primeiro-ministro lamentou hoje a morte do economista António Borges, enaltecendo o seu «prestígio técnico e académico» e a «lucidez e determinação» com que se envolveu nos processos das privatizações e das parcerias público-privadas.

Numa nota hoje enviada à agência Lusa pelo gabinete do primeiro-ministro, o governante diz que recebeu hoje «com profunda consternação» a notícia da morte de António Borges, que considera ser uma «figura destacada da vida pública portuguesa e personalidade de grande prestígio técnico e académico na cena internacional».

«O primeiro-ministro não esquece a lucidez e a determinação com que o professor António Borges desempenhou as funções de consultor do Governo para as privatizações e para as renegociações das Parcerias Público-Privadas, numa altura em que já travava um combate difícil com a doença que o viria a vitimar», refere a nota, em que Passos Coelho apresenta as condolências à família do economista.

O consultor do Governo para as privatizações António Borges morreu hoje em Lisboa aos 63 anos, segundo fontes próximas do economista.

O economista que sofria de cancro no pâncreas desde 2010, altura em que ainda trabalhava no FMI, faleceu na manhã de hoje no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa.

António Borges liderava, a pedido do primeiro-ministro, uma equipa para acompanhar junto da troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) os processos de privatização, as renegociações das parcerias publico privadas, a restruturação do setor empresarial do Estado e do setor da banca.