O presidente social-democrata, Pedro Passos Coelho, disse este domingo que, dadas as circunstâncias invulgares, «é natural» que PSD e CDS-PP «possam analisar a possibilidade de concorrer em conjunto» às eleições legislativas, matéria que será analisada «a seu tempo».

No encerramento do XXV Congresso, Paulo Portas disse que a coligação governativa com o PSD será a primeira a terminar o mandato em 40 anos de democracia, admitindo que possa não ser a última a consegui-lo.

No final, questionado pelos jornalistas sobre a eventual coligação pré-eleitoral para as próximas legislativas, Pedro Passos Coelho recordou que conversou previamente com Paulo Portas sobre esta matéria e combinaram os termos em que iam propor aos respetivos congressos este tema.

«É muito natural que se tratando de partidos diferentes, como aconteceu no passado, se possam apresentar a eleições separadamente. Mas também não vivemos circunstâncias vulgares e portanto é natural que, a seu tempo, os partidos possam analisar a possibilidade de concorrer em conjunto», disse.

De acordo com o primeiro-ministro isto não quer dizer que a decisão tenha sido já hoje tomada, sendo uma matéria que irá ser avaliada «a seu tempo». «É uma matéria que nós veremos a seu tempo, não é agora. Ficou claramente descrito na moção de estratégia que o Dr. Paulo Portas apresentou que apesar de ser natural que os partidos, em circunstâncias normais, possam apresentar-se separadamente - como já aconteceu no passado - que outra coisa possa vir a acontecer nas próximas eleições se as circunstâncias no país assim o justificarem», tinha começado por dizer.