Os partidos à esquerda criticaram esta quinta-feira o que consideram ser o «discurso cor-de-rosa» do Governo sobre números económicos que, dizem, não colam com a realidade.

«A grande maioria dos portugueses vive hoje muito pior», disse o deputado do PCP Jorge Machado, dirigindo-se ao ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social.

O parlamentar falava numa interpelação do PCP ao executivo sobre «A grave situação económica e social do país e na política alternativa necessária para solução dos problemas nacionais».

O PS, pela deputada Catarina Marcelino, advogou que Mota Soares não falou no parlamento sobre «direitos e cidadania», tendo reiterado a capacidade «de tornear e fugir às questões».

Também o Bloco de Esquerda, com palavras das deputadas Mariana Aiveca e Mariana Mortágua, criticou o discurso do executivo, com Pedro Mota Soares a declarar que os partidos à esquerda «não perceberam o ponto de partida que efetivamente Portugal teve e foi colocado no ano de 2011», aquando do pedido de ajuda externa.

«Portugal foi obrigado a pedir assistência externa em abril de 2011 pela gravíssima razão que estava a pouquíssimas semanas de não pagar os seus compromissos mais básicos e essenciais», sublinhou o ministro.

Mota Soares criticou ainda os partidos à esquerda por falarem «como se Portugal não tivesse um défice para corrigir e uma dívida para pagar».