Nos últimos meses o Governo foi criando a ideia que queria avançar para uma redução progressiva dos impostos. Pires de Lima e Paulo Portas falavam em fugir ao caminho mais fácil e também Passos Coelho dizia que o Executivo não iria mexer nos valores das pensões, nem aumentar a carga fiscal.

Governo aumenta impostos outra vez

Não é preciso recuar muito bastam 15 dias, duas semanas, e lá está o primeiro-ministro a desdramatizar «o bicho-de-sete-cabeças» que mais não que era o plano para substituir a CES.

«Nós, na próxima semana, iremos comunicar essas medidas. Não são medidas que incidam em matéria de impostos, salários ou pensões, creio que já esclareci bem essa matéria e não creio sinceramente que devemos estar todos os dias a criar uma notícia em volta dessa matéria», disse Pedro Passos Coelho, acrescentando: «Creio que, sinceramente, não há nenhuma razão para estar a criar um bicho-de-sete-cabeças à volta desses cortes que o Estado vai ter de fazer para o próximo ano».

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Mais impostos não porque afinal, já dizia Passos Coelho, o país não aguenta tal carga fiscal. E por isso haveria que acreditar na palavra da ministra das Finanças.

«As medidas duradouras em preparação não implicam sacrifícios adicionais. As medidas acordadas refletem o necessário para o cumprimento do défice, até à elaboração da proposta do Orçamento do Estado para 2015, em que haverá nova informação, mas o mesmo objetivo de 2,5% do PIB», sublinhou a responsável.

Governo não baixa IRS e não promete baixar

Maria Luís Albuquerque falava no final do Conselho de Ministros onde o governo fechou os cortes de 1400 milhões de euros para cumprir o défice do próximo ano. Na mesma sala onde antes, no princípio do ano, o Executivo dizia não a um aumento de impostos, até do IVA, na altura, precisamente depois do chumbo da contribuição de solidariedade.

Governo explica por que aumenta impostos

«O IVA está, definitivamente, como qualquer outro imposto. Essa é a decisão do Governo, é de não optar pelo aumento de impostos, uma vez que isso faz perigar, de uma forma clara, que toda a gente percebe, a recuperação económica, que é fundamental para o desenvolvimento do país», disse Marques Guedes na conferência de imprensa sobre as conclusões do Conselho de Ministros.

«Em 2016 haverá medidas adicionais», admite ministra

O discurso oficial tem sido apenas um e agora o Governo até já virava agulhas para a descida de impostos, em particular do IRS, a bem da retoma, a bem dos portugueses, a bem até de eleições que estão por vir.