O primeiro candidato do CDS-PP na Aliança Portugal, Nuno Melo, referiu-se este domingo aos objetivos políticos apresentados pelo PS no sábado como «uma volta ao passado em 80 medidas», algo «geneticamente» socialista, ao diminuir impostos e aumentar despesa.

«Os socialistas apresentam com aquela pompa e circunstância que os caracteriza sempre, 80 medidas. Eu diria que o que temos aqui, tristemente, é uma volta ao passado em 80 medidas», afirmou Nuno Melo.

Num almoço em Portuzelo, concelho de Viana do Castelo, o eurodeputado natural do Minho voltou a reclamar para a lista da coligação PSD/CDS-PP o mérito de ter apresentar cinco minhotos, dois em lugar elegível, ele próprio e o social-democrata José Manuel Fernandes.

«Temos cinco candidatos do Minho e é bom que isso seja dito, porta a porta, casa a casa, porque o doutor Assis há de passar por cá e há de dizer que é um homem do Norte. Será, mas não é minhoto e isso faz toda a diferença», disse.

Nuno Melo encontrou nos 80 objetivos políticos constantes no «Contrato de Confiança», apresentado no sábado na convenção socialista, 40 medidas a reduzir impostos e 40 a aumentarem despesa.

«Isto é geneticamente ser-se socialista», considerou.

«A troika sai, Sócrates volta, anunciam que reduzirão impostos e que aumentarão despesa. Sabemos todos muito bem o que teremos amanhã, vai ser o anúncio de um novo TGV, de um novo aeroporto ou de ponte sobre o Tejo», defendeu.