Notícia atualizada

O general Soares Carneiro, antigo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, morreu esta terça-feira aos 86 anos.

Soares Carneiro moreu «vítima de doença prolongada», disse à Lusa fonte do Estado-Maior do Exército.

O general estava internado no hospital das Forças Armadas, indicou a mesma fonte.

Antigo governador de Angola (interinamente, após a demissão do então titular do cargo, Fernando Santos e Castro na sequência do 25 de Abril de 1974), Soares Carneiro notabilizou-se como candidato nas de 1980 para a Presidência da República, com o apoio da Aliança Democrática.

Mais tarde, foi Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas durante o governo de Cavaco Silva.

António Soares Carneiro nasceu em Cabinda, em 25 de janeiro de 1928.

Cavaco enaltece «admirável integridade moral» de Soares Carneiro

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, enalteceu a «admirável integridade moral» do falecido general António Soares Carneiro e a «notável abnegação e patriotismo» com que serviu o país.

«Enquanto militar e personalidade pública, o general Soares Carneiro dedicou o melhor das suas qualidades pessoais, o rigor da sua inteligência e a sua admirável integridade moral ao seu país, que serviu com notável abnegação e patriotismo», pode ler-se na mensagem de condolências enviada por Cavaco Silva à família do ex-Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas.

Na mensagem divulgada no site da Presidência da República, o chefe do Estado lembra Soares Carneiro como «um oficial muito distinto das Forças Armadas, com uma brilhante carreira», destacando a «criação das Tropas Comandos» e o «desempenho das altas funções de Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA)».

«Em todas as circunstâncias», assinalou, Soares Carneiro destacou-se «pelas suas notáveis capacidades de liderança e pelo culto dos valores e das virtudes militares».

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, também lamentou a morte do general António Soares Carneiro, considerando que o antigo candidato presidencial deu um «contributo inestimável» para a consolidação da democracia portuguesa.