O dirigente social-democrata e ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, recusou este sábado comentar a intenção do PS de criar uma comissão de inquérito aos submarinos, dizendo não querer «dar tempo de antena» aos socialistas no Congresso do PSD.



«Não vou utilizar o Congresso do PSD para dar tempo de antena ao PS e às ideias do PS por oposição ao Governo», afirmou Jorge Moreira da Silva, à entrada do XXXV Congresso do PSD, que decorre no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.



Apesar de afirmar que não conhece o tema, o ministro sublinhou que «este Governo tem sido de uma total transparência em relação a tudo».



O líder parlamentar do PS anuncia este sábado que a bancada socialista vai avançar com um pedido de constituição de comissão de inquérito parlamentar ao processo de aquisição de submarinos e de viaturas blindadas Pandur pelo

Estado Português, disse à Lusa uma fonte da direção socialista.



Jorge Moreira da Silva reiterou a necessidade de um «acordo» com os socialistas, como o pedido há sete meses pelo Presidente da República, Cavaco Silva, após a crise de Governo do Verão passado.



O governante e primeiro vice-presidente do partido considerou ainda que este Congresso do PSD é «provavelmente um dos mais importantes dos últimos anos».



«Lamento muito que se olhe para este Congresso como sendo útil apenas se estamos numa fase pré-eleitoral ou numa refrega interna. Os partidos não são máquinas eleitorais, são instituições que têm como único objetivo vencer eleições para concretizar um conjunto de ideias que são essenciais para o bem comum», declarou.



De acordo com Moreira da Silva, os sociais-democratas têm, nesta reunião magna, «o dever e a responsabilidade» de apresentar «um conjunto de políticas e propostas» que vão «além do curto prazo, além do resgate».



«O pós-troika não é só o que vem depois da troika, é o que é diferente da troika», disse, esperando que «os responsáveis políticos estejam à altura» do atual momento.



O XXXV Congresso do PSD começou na sexta-feira e decorre até domingo. O segundo dia de trabalhos arrancou cerca das 11:10, com a continuação da discussão das propostas temáticas.