O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, admitiu, esta quarta-feira, que há «várias centenas de instalações» que têm más condições para as forças de segurança.

«Eu costumo dizer [no MAI] que, quando há uma cerimónia destas, há menos um problema em cima da mesa», afirmou, esta manhã, Miguel Macedo, na cerimónia de inauguração da nova esquadra da PSP de Aldoar, no Porto, cuja obra custou cerca de 610 mil euros.

Esta esquadra, que funcionava na rua do Pinheiro Manso, na freguesia de Ramalde, serve cerca de 18 mil habitantes das freguesias de Aldoar e Nevogilde.

Segundo o ministro, apesar das dificuldades que o país atravessa, o Ministério tem feito «um esforço grande», colaborando com as autarquias, para encontrar soluções para as más instalações das forças de segurança.

«As autarquias têm permitido que as situações mais complicadas vão sendo resolvidas», sustentou Macedo, acrescentando que ter boas instalações é importante «para os profissionais e cidadãos».

Questionado sobre a saída da 12.ª Esquadra da PSP/Porto da rua de Cedofeita, o governante referiu estar «à procura de uma nova solução, com caráter de urgência».

A PSP vai abandonar aquela artéria da cidade depois de o proprietário do edifício onde está a polícia ter procedido a um aumento da renda.

«Nós, como também é um legítimo direito, não concordámos com o valor que está a ser pedido e estamos à procura de uma nova solução», sublinhou.

O jornal Público noticia hoje que os comerciantes da rua de Cedofeita avançaram com um abaixo-assinado para tentar travar a saída dali da PSP, sendo que a Câmara pagava pelo edifício uma renda de 846,80 euros/mês, dos quais 633 comparticipados pela polícia.

Em fevereiro, de acordo com o diário, o proprietário do prédio informou a autarquia de que a renda seria atualizada para 2.540 euros e por um período de cinco anos, pelo que a Câmara do Porto denunciou o contrato de arrendamento em junho.

O ministro destacou ainda «o crescimento absolutamente exponencial» do turismo no último ano, considerando que a este facto «acresce a responsabilidade da PSP».

«Tivemos este ano talvez o melhor período de turismo das últimas décadas», lembrou, «porque soubemos competir [com outros países] mas também salvaguardar questões essenciais» de segurança, que permitem a Portugal ser reconhecido como um destino seguro.