O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, considera que o prestígio da Direção-Geral de Infraestruturas e Equipamentos (DGIE) «não está em causa» com as suspeitas de corrupção na instituição que provocaram a detenção do ex-diretor.

«Não está em causa o prestígio da instituição, porque no âmbito das competências e das responsabilidades que tem, neste caso e como noutros, fez-se aquilo que se devia fazer», disse aos jornalistas Miguel Macedo, no final de uma audição na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

Na terça-feira, o ex-diretor geral de Infraestruturas e Equipamentos do Ministério da Administração Interna foi detido por suspeitas de corrupção e participação económica em negócio, após a Polícia Judiciária ter feito buscas às instalações da Direção Geral de Infraestruturas e Equipamentos, organismo que gere o património, infraestruturas e equipamentos do MAI.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), a investigação, dirigida pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), tem como objeto «eventuais ilegalidades relacionadas com obras efetuadas em estruturas da responsabilidade do Ministério da Administração Interna», estando em causa suspeitas de corrupção e participação económica em negócio.

João Alberto Correia, diretor da Direção Geral de Infraestruturas e Equipamentos até fevereiro último, está hoje a ser ouvido no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC).

O ministro da Administração da Interna adiantou aos jornalistas que esta situação surge no seguimento de uma auditoria que mandou fazer à Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI).

«Face a algumas das conclusões a essa auditoria, entendi fazer a participação ao Ministério Público», afirmou, escusando-se a avançar com mais esclarecimentos, uma vez que o processo está em investigação e em segredo de justiça.