O vice-presidente do PSD, Marco António Costa encarou este sábado «sem surpresa» a posição do Presidente da República sobre a supervisão das instituições europeias a Portugal até 2035, admitindo o estreitamento de laços para uma Europa mais coesa.

«A ligação estratégica entre aquilo que acontece em cada Estado-membro e aquilo que é a realidade política europeia mais global seguramente que sofrerá sempre um estreitamento de laços em nome de um projeto europeu mais coeso», afirmou Marco António Costa considerando não haver ¿nenhuma surpresa¿ na posição defendida pelo presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

O chefe de Estado afirmou no prefácio do «Roteiros VIII» (publicado pelo Jornal «Expresso» e que reúne as intervenções do Presidente da República ao longo do oitavo ano do seu mandato) que considera «uma ilusão» pensar que as exigências de rigor orçamental vão desaparecer após a conclusão do programa de ajustamento e avisa que, pelo menos, até 2035 Portugal continuará sujeito a supervisão.

Para o vice-presidente do PSD essa supervisão decorre «da circunstância de termos subscrito o tratado fiscal», o que faz com que haja «uma permanente cumplicidade entre o trabalho que fazemos na governação do país c e os objetivos que assumimos perante os nossos parceiros europeus».

Uma cumplicidade que Marco António Costa sublinha já existir entre o Governo PSD-CDS e a as instituições europeias, que «nos últimos dois anos e meio têm contribuído decisivamente para um novo conceito Europa, mais solidária, mais responsável, mas acima de tudo mais interventiva», concluiu.

Marco António Costa falava em Alcobaça, à margem da VI Edição da Academia de Jovens Autarcas da JSD/Regional de Leiria, que até domingo decorre no Hotel Santa Maria.

O encontro é uma iniciativa de formação política realizada anualmente e que, segundo a JSD, já formou mais de 250 jovens dos 16 concelhos do distrito, recorda a Lusa.