O vice-presidente do PSD Marco António Costa apelidou esta segunda-feira a oposição de «arautos da desgraça», sublinhando que o país «mudou, avançou e melhorou» no último ano.

«Num ano o país mudou, a sociedade portuguesa mudou, mas a oposição está igual a ela mesma, está cristalizada e não mudou absolutamente nada», disse.

«Hoje sabemos que o país vai encontrar crescimento económico neste ano e ainda há uma semana atrás foi revista a previsão de 0,8 para um por cento de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014, a realidade continua a impor-se e aqueles que eram os arautos da desgraça continuam a ser hoje os arautos da desgraça», declarou.

Marco António Costa falava na sessão de abertura da Universidade de Verão (UV) do PSD, que vai decorrer até domingo em Castelo de Vide, no distrito de Portalegre.

O vice-presidente do PSD congratulou-se com a redução do desemprego jovem no espaço de um ano (desde que esteve presente na anterior edição da UV) e criticou a oposição quando, há um ano, afirmava que o país tinha entrado em espiral recessiva.

«Muitos dos que hoje continuam a criticar a nossa ação política diziam que nós tínhamos entrado numa espiral recessiva, que o país não tinha solução porque a política que estava a ser seguida pelo Governo era uma política que conduziria a economia portuguesa a uma espiral recessiva», recordou.

«Dito de outra maneira: os arautos da desgraça que hoje são os mesmos que estão na oposição afirmavam que este país não tinha solução, não tinha futuro», acrescentou.

Marco António Costa recordou ainda que há um ano, quando interveio na UV, apelou à oposição para que «mudasse de comportamento», mas passado esse tempo a mesma «contínua igual a ela própria», tendo «fobia» a compromissos.

«Durante todo este tempo (último ano) tivemos uma oposição que permanentemente apresentava uma atitude negativista e derrotista e procurava o imobilismo como solução para os problemas dos portugueses», disse.

Acusando os partidos de desenvolver uma «oposição cega» ao Governo e de uma forma «retrógrada», Marco António Costa sublinhou que o PSD é um partido reformista e que tem uma agenda para o país.

Sobre a reforma do sistema político, o vice-presidente do PSD aproveitou a sua intervenção para acusar a oposição de «incapacidade absoluta» no sentido de chegar a vários consensos com o Governo, apontando o dedo, principalmente, ao PS.

«Não adianta dizerem que agora estão num debate interno, porque é exatamente nos momentos de debate interno que se clarificam as posições, não na forma mas na sua substancia. E é importante que na substancia o PS diga ao país com que é que o país pode contar relativamente ao futuro, porque relativamente ao presente e ao passado o país não pode contar com PS para nada», disse.

A Universidade de Verão do PSD, que marca a 'rentrée' do partido depois das férias, arrancou esta segunda-feira em Castelo de Vide, e termina no próximo domingo, com uma intervenção de Pedro Passos Coelho.