O secretário-geral do PS, António José Seguro, prometeu, no sábado à noite, que a igualdade de salário entre homens e mulheres será uma prioridade, se o próximo Governo for socialista.

«Não se trata de um favor às mulheres, trata-se de uma condição de dignidade de uma nação e de um povo», afirmou.

O líder socialista discursava em Paços de Ferreira durante um jantar que reuniu cerca de 600 mulheres.

Seguro recordou que, «cada vez que o PS esteve no Governo, a luta pela igualdade avançou».

«É essa igualdade que temos permanentemente de afirmar», insistiu, considerando que a desigualdade salarial entre homens e mulheres em Portugal, que tem aumentado, «é uma injustiça e algo que envergonha» o país.

O líder do PS disse desejar «uma sociedade mais igual e participada», prometendo levar «essa cultura e ambição para o Governo».

«Comigo, este assunto da igualdade de género não ficará pelas palavras», acrescentou.

O secretário-geral criticou depois o Governo por ter «acordado» com a troika a redução da indemnização por despedimentos ilegais, situação que o líder socialista considerou ser «um violento ataque aos trabalhadores».

«O PS não permitirá», avisou, frisando que aquela medida acentuaria as desigualdades sociais no país.

«Quem tem a parte mais frágil da relação [entre o capital e o trabalho] sabe bem como a lei é importante para o direito ao trabalho», defendeu.

O secretário-geral do PS disse, por outro lado, que cada português terá, no dia 25 de maio, nas eleições europeias, uma oportunidade para iniciar a mudança.

«Eu preciso de cada uma de vós para fazermos a mudança na Europa e em Portugal. Cada português tem no seu voto, no dia 25 de maio, a oportunidade de começar a tirá-los de lá», declarou, numa alusão indireta ao governo do PSD.

Para o líder da oposição, Portugal não pode ser «subserviente» na Europa.

«Precisamos de um Portugal com voz grossa na Europa», declarou, defendendo a necessidade de haver «vozes que não se ajoelhem e defendam os interesses do nosso país, que digam que há um povo a sofrer e que esse sofrimento não fez a consolidação das contas públicas, pelo contrário, agravou as condições difíceis em que o país está».

Antes, tinha discursado Francisco Assis, cabeça-de-lista do PS, nas eleições para o Parlamento Europeu.

Assis defendeu que as eleições não serão «uma espécie de primeira volta» das legislativas, mas serão «importantes por si próprias».

«Uma grande vitória, como eu desejo, vai contribuir decisivamente para uma vitória do PS nas próximas eleições legislativas, para que haja uma nova maioria e para que o nosso secretário-geral seja o próximo primeiro ministro de Portugal», afirmou.