Pedro Passos Coelho afirmou hoje que o Governo pretende corrigir as «injustiças», as «assimetrias» entre portugueses, dando como exemplo processos que prescreveram por terem grande visibilidade mediática.

«Grande parte da nossa ação política destina-se precisamente a corrigir estas injustiças, estas assimetrias, estes acidentes ou os privilégios que ainda possam existir na sociedade portuguesa», afirmou Pedro passos Coelho, depois de aludir a «processos que tinham uma grande visibilidade mediática acabaram por não ter decisão porque foram prescritos».

Sem quer fazer «qualquer observação em particular sobre esses processos», Passos Coelho adiantou que «custa à maior parte dos portugueses admitir que isto aconteceu porque as pessoas que estavam envolvidas nos processos não eram pessoas simples, cidadãos anónimos», sublinhando que «a maior parte das pessoas está convencida de que um cidadão comum não teria conseguido um desfecho destes nestes processos».

Bem ou mal «ainda há uma perceção de injustiça na sociedade portuguesa, na forma como uns e outros são objeto de tratamento na justiça», acrescentou o Primeiro-Ministro, admitindo haver «muitas reformas» que o Governo terá que executar e que este é o momento para todos aqueles que «querem conquistar o seu direito deixar um legado no futuro de maior esperança para os seus filhos ou para os seus netos» dizerem «presente».

Assinalando os 40 anos da democracia em Portugal Passos Coelho recordou que dada a proximidade do fim do programa de assistência económica e financeira «é tempo de reparar algumas distorções», nomeadamente na administração pública.

Para «aqueles quem têm a perspetiva de progredir na sua carreira e de verem os seus esforços recompensados nós teremos que corrigir isso para futuro, ma deveremos fazê-lo de modo a não gerar novamente os desequilíbrios que estiveram na origem do nosso pedido de ajuda externa».

Como o fará Passos Coelho não adiantou, afirmando apenas que essa correção terá que ser discutida e feita «com os pés bem assentes na terra» e vendo como se consegue «uma economia mais próspera que possa remunerar melhor».

Passos Coelho falava nas Caldas da Rainha, durante uma cerimónia evocativa do 16 de março, que hoje marcou o arranque das comemorações do 25 de Abril e dos 40 anos da criação do PSD.

Para além do presidente do partido a sessão contou com a presença do militante número um e fundador do partido, Francisco Pinto Balsemão.