Pedro Passos Coelho diz que o Governo e o Estado não podem interferir nos salários do setor privado. Numa altura em que a troika pretende uma baixa de salários do lado das empresas, sobretudo na banca, telecomunicações e energia, o primeiro-ministro diz que não vê necessidade de Portugal seguir esse caminho.

«O governo e o estado não têm nenhuma intervenção nos salários do setor privado», disse, admitindo que «o ajustamento do setor privado foi bastante acentuado».

O primeiro-ministro diz não estar preocupado com esta 10ª avaliação do programa de ajuda externa, até porque não será das mais importantes. «Não há razão pata ter preocupação com a avaliação. Será mais um exame regular que não tem a importância de outros», salientou.

Passos Coelho rejeita ainda as críticas da oposição acerca da operação de emissão de dívida e insiste em não discutir cenários sobre um eventual chumbo do Constitucional a normas do OE2014, tema que certamente deverá ser abordado com a troika.