Atualizado às 17:00 com início da reunião de Passos Coelho no Palácio de Belém

O ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, foi hoje questionado sobre a possibilidade de este ter sido o último Conselho de Ministros com a atual composição, e remeteu essa pergunta para os astros, provocando risos.

Uma declaração que surge perante o impasse nas negociações entre Passos Coelho e Paulo Portas, que estiveram reunidos durante a tarde até pouco antes das 17h. Alguns minutos depois o primeiro-ministro chegava ao Palácio de Belém para se reunir com o Presidente da República.

Chegou a noticiar-se que Portas poderá ficar como vice-primeiro-ministro com área da Economia, mas nem isso parece certo neste momento.

«Essa é uma pergunta que deve fazer aos astros. Eu não tenho nenhuma indicação para que possa responder a uma coisa dessas», afirmou o ministro, na conferência de imprensa sobre as conclusões do Conselho de Ministros, em que a maioria das questões foi sobre a crise no executivo PSD/CDS-PP.

Dirigindo-se ao jornalista que lhe tinha colocada a pergunta sobre eventuais mudanças na composição do Governo, Luís Marques Guedes prosseguiu: «Não vou dizer que a sua pergunta é uma provocação, mas seria uma especulação pura e dura da minha parte estar a dizer o que quer que fosse sobre esta matéria».

O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares considerou que hoje se realizou «uma reunião normal do Conselho de Ministros» e disse esperar que, «na próxima quinta-feira, o Conselho de Ministros, para bem do país, possa continuar a governar e a ter as suas reuniões normais».

A reunião do Conselho de Ministros desta manhã não abordou os problemas na coligação, a demissão de Paulo Portas ou a crise política, segundo informou Marques Guedes.

O ministro da Presidência afirmou que estes são problemas «da coligação e dos partidos da maioria». «Não tem que ver diretamente com o Conselho de Ministros», acrescentou.

«No momento difícil em que o país se encontra, o que se exige é uma responsabilidade muito grande de todos os agentes políticos», disse.

Sobre a ausência da reunião de Paulo Portas, Marques Guedes referiu apenas que o ministro demissionário «se fez representar por um secretário de Estado».

O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares espera, no entanto, que a atual situação política «não provoque nenhum atraso» na aplicação das medidas acordadas no programa de ajustamento.

Questionado se a atual situação política poderá levar ao atraso da aplicação das medidas acordadas entre Portugal e a troika, Marques Guedes afirmou: «No interesse nacional, espero que não, que isso não provoque nenhum atraso».

O ministro acrescentou que espera «que seja possível superar essas dificuldades e retomar os calendários normais e que não haja perturbação».