O porta-voz do PSD disse esta segunda-feira que o Governo tem «esbarrado permanentemente numa parede de indiferença e intransigência» da oposição, acusando Seguro de não ter falado verdade sobre os apelos ao consenso.

Marco António Costa discursava no Porto, durante as jornadas do PSD/CDS-PP «Portugal no rumo certo. Mais Indústria. Melhor Economia. Mais Emprego», tendo recordado as declarações do líder do PS, António José Seguro, que disse que «este Governo faz apelos ao diálogo mas depois não concretiza em absolutamente nada esses apelos».

«A verdade é que em todas as circunstâncias este Governo tem procurado encontrar os consensos indispensáveis para manter a sociedade portuguesa unida num objetivo comum, que é o desenvolvimento social do nosso país. A verdade é que temos esbarrado permanentemente numa parede de indiferença, de intransigência relativamente ao diálogo construtivo em Portugal», disse.

Na opinião de Marco António Costa, a carta de Pires de Lima - em que o ministro convidou os partidos para uma reunião para discutir os investimentos em infraestruturas - «não poderia ter sido mais oportuna, porque de facto comprova que não é verdade aquilo que a oposição diz».

«Deixo aqui uma palavra ao apelo que ontem o senhor primeiro-ministro deixou a todos os partidos sem exceção. Um apelo que ele sublinhou ser cívico ao diálogo concreto, à capacidade de entendimento entre os diferentes partidos políticos, sem medos, sem receios, porque o medo paralisa a capacidade de ação e afasta o diálogo», enfatizou.

Na opinião do social-democrata, a capacidade de entendimento para definir a estratégia a seguir no pós-troika «é determinante para que no futuro a confiança que hoje o país granjeou no plano internacional se mantenha».

«Qual é o grau de disponibilidade e de compromisso que os partidos da oposição têm para se associarem aos partidos que suportam na maioria o Governo e, em conjunto, construirmos uma imagem sólida, de confiança para aqueles que são os observadores internacionais, para acreditarem que independentemente daquilo que é a evolução democrática de uma sociedade como a nossa, seja qual for o partido que esteja no poder que Portugal se manterá no rumo certo?», questionou.