As mesas de voto para as eleições Europeias da freguesia do Muro, concelho da Trofa, não abriram às 08:00 horas como estava previsto numa forma de reivindicação pela construção da linha de metro.

De acordo com o presidente da Junta do Muro, Carlos Martins, o edifício onde era previsto realizar-se o ato eleitoral, a sede da Junta de Freguesia, está aberto e mas as dez pessoas responsáveis pelas mesas de voto não apareceram.

Às 09:30 ainda não existia indicação sobre se as mesas de voto chegariam a abrir.

Na sexta-feira um grupo de cidadãos do Muro tinha apelado à população desta freguesia para que não votasse nas eleições Europeias como forma de reivindicação pela construção da linha de metro: prolongamento da linha do Instituto Superior da Maia (ISMAI) até à Trofa.

«Dia 25, sem votar, vamos continuar a lutar! Junte-se a todos os Murenses no Largo da Estação, e demonstre a sua indignação!», era um dos apelos que contavam de uma carta que foi inserida nas caixas de correio da população do Muro.

Populares impediram início da votação em Serpins

O acesso às duas mesas de voto da freguesia de Serpins, no concelho da Lousã, foi bloqueado por desconhecidos, impedindo os cidadãos de votar, disse hoje à agência Lusa o presidente da Junta.

João Pereira, do PS, disse que o incidente «está relacionado» com a exigência das populações para que o Governo conclua as obras do projeto do metro, suspensas há mais de dois anos, e a reabertura da ligação ferroviária a Coimbra através do Ramal da Lousã.

Uma fonte da GNR confirmou o incidente e disse que alguns agentes estão no local «para tentar resolver o problema», em colaboração com a Junta de Freguesia.

O acesso às assembleias de voto foi bloqueado com a colocação de «um cadeado e um obstáculo à entrada» da porta das instalações da autarquia.

O autarca João Pereira disse que, no exterior das assembleias de voto, populares da freguesia colocaram faixas com frases exigindo a conclusão das obras no Ramal da Lousã, entre Serpins e Coimbra B.

«Como cidadão apoio a luta» das populações, «mas como presidente da Junta não me posso meter nisso», disse à Lusa.