O primeiro-ministro evocou hoje o 1.º de Dezembro, que por decisão do Governo deixou de ser feriado, durante uma entrega de prémios a associações juvenis realizada ao lado das comemorações do Dia da Restauração em Lisboa.

«Eu não vou propriamente fazer um discurso também, julgo que não seria apropriado, mas gostaria de destacar dois ou três aspetos mais relevantes num dia como este, em que, de certa maneira, nós conciliamos a evocação de uma data tão importante, tão relevante como o 1.º de Dezembro com o associativismo juvenil», afirmou Pedro Passos Coelho.

O primeiro-ministro acabou, contudo, por falar cerca de 25 minutos, no Instituto Português de Juventude e Desporto, no Palácio Foz, na Praça dos Restauradores, em Lisboa, numa cerimónia de entrega dos prémios «Boas Práticas Associativas» que teve início às 11:30 e se prolongou até às 13:00.

À mesma hora, na Praça dos Restauradores, decorriam, ao ar livre, as comemorações do Dia da Restauração da Independência promovidas pela Sociedade Histórica de Lisboa da Independência de Portugal e pela Câmara Municipal de Lisboa.

O som dessas cerimónias fez-se ouvir, por vezes, no Palácio Foz, sobretudo quando tocou o hino nacional.

No final da sua intervenção, Pedro Passos Coelho voltou a referir-se ao 1.º de Dezembro, que este ano pela primeira vez não é dia feriado nacional, após defender que o fim do endividamento deve ser ponto assente no debate político.

«Deixaremos o debate político ideológico para as escolhas que temos de fazer de entre aquilo que está à nossa disponibilidade escolher, mas sem comprometer negativamente o futuro das novas gerações», declarou.

«Este é o aspeto que eu acho que é mais importante realçar num dia como é o de hoje, em que se assinala também, apesar de não ser feriado, a Restauração do país, e em que se projeta o nosso futuro numa Europa de que fazemos parte e num mundo global de que participamos também», concluiu o chefe do executivo PSD/CDS-PP

Jovens qualificados são uma grande esperança para o fim desta crise

O primeiro-ministro considerou também que os jovens portugueses são uma grande esperança para a transformação da economia portuguesa e que a sua qualificação será crítica para o fim da atual crise e para evitar novas crises.

«Todos os portugueses têm sido convocados para este esforço imenso. Eu julgo que os jovens são, em qualquer caso, aqueles que podem dar maior profundidade a esta luta muito grande que estamos a travar para evitar que estas situações se voltem a repetir no futuro. E, realmente, nós temos hoje uma geração de jovens muito mais qualificados do que alguma vez tivemos na nossa história», afirmou Pedro Passos Coelho.

A este propósito, o chefe do executivo PSD/CDS-PP lamentou que muitos jovens portugueses tenham de emigrar para se realizarem profissionalmente: «Por isso nos dói tanto que, entre aqueles que hoje são mais desenvolvidos e evoluídos do ponto de vista do conhecimento que adquiriram em termos académicos, muitos deles tenham de escolher outras paragens para poderem aceder ou aos seus estágios ou à sua realização profissional».

«Tendo nós esta geração tão qualificada, objetivamente, depositamos nela uma grande esperança para que as transformações no tecido social e económico que precisamos de fazer possam ser mais transformações mais profundas do que aquelas que fizemos no passado. E, portanto, todo o investimento que foi feito em torno das políticas da juventude mais voltadas para as qualificações, para a educação serão críticas para superarmos de forma mais duradoura a crise que estamos a viver», concluiu.

«Estamos hoje mais qualificados para poder reinventar o nosso futuro e evitar que novas crises possam vir a ocorrer», reforçou.