Cavaco Silva recebeu 105 mil euros de donativos da família Espírito Santo durante a campanha eleitoral das presidenciais de 2006.

Na altura, a campanha do atual Presidente da República angariou dois milhões e 200 mil euros em donativos, de acordo com os dados do Tribunal Constitucional a que o «Diário de Notícias» teve acesso.

Do montante doado pela família Espírito Santo, que representava 5% do total dos donativos, quase 22 mil e 500 euros foram doados por Ricardo Salgado, o valor máximo permitido então pela lei.

Além de Ricardo Salgado, também António Ricciardi (antigo Presidente do BES), José Manuel (antigo administrador) e Manuel Fernando Espírito Santo (da Rioforte) financiaram a campanha de Cavaco Silva em 22 mil e 500 euros. Já José Maria Ricciardi doou 15 mil euros.

A candidatura do atual Presidente também recebeu donativos dos então líderes do BPP, Banif e BCP.

Cerca de 55 mil euros foram ainda doados por José Guilherme, o construtor que ofereceu uma prenda de 14 milhões de euros a Ricardo Salgado, o que levou à constituição de Salgado como arguido do processo Monte Branco.

Além de Cavaco Silva, também Mário Soares recebeu donativos da banca durante as presidenciais.

Oliveira Costa doou 15 mil euros a Cavaco Silva e 2500 euros a Mário Soares.

Já Jardim Gonçalves, antigo homem forte do BCP, doou 10 mil euros à campanha de Soares e o mesmo valor à de Cavaco.

A campanha eleitoral de Mário Soares recebeu outros donativos, a maioria provenientes de grandes empresários. No total, Soares angariou 630 mil euros, três vezes menos do que o que foi angariado por Cavaco Silva.

Já as candidaturas de Jerónimo de Sousa, Manuel Alegre, Francisco Louçã e Garcia Pereira ficaram fora da rota dos donativos da banca e das grandes empresas.

Para já ainda não existe acórdão do tribunal sobre as contas das últimas presidenciais, em 2011.