O secretário-geral do PS manifestou-se esta terça-feira satisfeito com a aprovação, por unanimidade, da lista para as eleições europeias, salientando que é a primeira vez que um partido da «área da governação» apresenta uma lista totalmente paritária.

Silva Pereira é sétimo da lista, Estrela excluída

«Fiquei muito satisfeito de a comissão política ter votado por unanimidade esta lista», afirmou António José Seguro aos jornalistas à saída da reunião da Comissão Política Nacional do PS, que aprovou a lista às eleições europeias de 25 de maio.

O líder do PS quis «destacar a importância de, pela primeira vez na história da democracia, um partido na área da governação apresentar uma lista paritária, metade homens, metade mulheres».

«Para todos os defensores da igualdade de género é um dia histórico na nossa democracia», declarou, acrescentando: «Nós oferecemos aos portugueses uma lista de enorme qualidade e sobretudo que aposta em áreas fundamentais para o nosso país.»

Para Seguro, essas áreas são «a criação de emprego, a necessidade de completar e equilibrar a união económica e monetária, a prioridade ao mar, que é muito importante quando Portugal tem uma candidatura nas Nações Unidas para alargar a sua zona económica exclusiva».

Outras dessas áreas é a da política energética, «no que isso representa de a Europa ter energia própria e ter uma política autónoma que ajude a tornar mais competitivas as economias».

Assis diz que «um bom resultado é ganhar»

O cabeça de lista do PS às europeias, Francisco Assis, recusou hoje quantificar a meta eleitoral dos socialistas, considerando que «um bom resultado é ganhar», e acusou o seu adversário da lista PSD/CDS-PP de populismo.

Francisco Assis afirmou ainda que a inclusão do antigo ministro de José Sócrates Pedro Silva Pereira na lista, em sétimo lugar, é uma «demonstração de unidade indiscutível do PS».

«Não quero quantificar, porque isso é uma especulação completamente inútil. Um bom resultado é ganhar e eu estou completamente convencido que estão criadas as condições para que o PS ganhe as próximas eleições ao Parlamento Europeu», declarou.

Sobre as acusações de Paulo Rangel de que a lista socialista «reconcilia o PS» com o «despesismo e tradição de gastador», tendo rostos «importantíssimos» das políticas de Sócrates e Guterres, que «trouxeram o país à bancarrota», Assis disse esperar que o cabeça de lista da coligação «Aliança Portugal» (PSD e CDS-PP) «não caia nesse tipo de argumentação e debate».

«Isso é uma versão absolutamente demagógica de tudo quanto se passou em Portugal nos últimos anos, concorre para simplificar de uma maneira até populista a explicação de tudo o que se passou», afirmou, recusando entrar num «ping pong» com Rangel.

Para Assis, a lista hoje aprovada por unanimidade é «muito qualificada do ponto de vista político e da preparação específica dos seus elementos», salientando igualmente o facto de ser totalmente paritária.

O cabeça de lista socialista vê a inclusão de Pedro Silva Pereira «como, em primeiro lugar, uma demonstração de unidade indiscutível do PS e, em segundo lugar, o reconhecimento pelo secretário-geral do partido da extraordinária qualidade» do antigo ministro.

«Esta lista reflete o ambiente de plena unidade no PS. Em relação aos que saem, quero apenas manifestar o seguinte: o PS orgulha-se dos seus eurodeputados», disse, quando instando a comentar a não permanência na lista de Edite Estrela, Capoulas Santos ou Correia de Campos.