O presidente do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, afirmou, esta segunda-feira, que a escolha de Cláudia Aguiar como candidata da Madeira na lista para as eleições Europeias «foi a solução preferível» para a região.

«Não era possível, devido à Lei da Paridade garantir um lugar elegível ao dr. Nuno Teixeira», disse Jardim aos jornalistas na entrada para a Quinta Vigia, a presidência do governo madeirense.

O também chefe do executivo regional acrescentou que a escolha de Cláudia Aguiar «foi a solução preferível para a Madeira». «Tenho muita pena, porque o dr. Nuno Teixeira fez um lugar notável no Parlamento Europeu, é uma pessoa que reúne a admiração de todos os seus pares», salientou.

Jardim argumentou que, com esta lei da paridade, que no seu entender, «é uma ofensa para as senhoras, não era possível garantir ao dr. Nuno Teixeira um lugar elegível, face às previsões eleitorais», conforme lhe foi transmitido pela comissão política nacional.

Segundo o líder madeirense, o «dilema» para a Madeira estava entre «manter Nuno Teixeira e a Madeira perder o seu deputado no Parlamento Europeu, o que seria desastroso» ou «fazer a opção por uma pessoa [uma mulher] que tem experiência como deputada na Assembleia da República e não tem estado lá para fazer número».

«De maneira que, entre continuar a ter o dr. Nuno Teixeira [na lista, num lugar elegível], mas não ia servir de nada, porque não ia para lá na mesma, e a Madeira manter um deputado, até porque era importante no quadro das relações entre o PSD nacional e o regional, que nunca foram as melhores, foi a solução possível para a Madeira», argumentou o líder social-democrata insular.

Jardim reconheceu ainda que «não houve tempo» para a comissão política regional se pronunciar sobre esta decisão tomada por ele e pelo presidente do congresso regional, João Cunha e Silva

«Se a comissão política regional não concordar tira-se da lista», declarou, escusando-se a comentar a composição da lista de candidatos divulgada domingo após reunião do conselho nacional do PSD.

Confrontado com notícias que o davam como o número dois desta lista, Jardim mencionou existir «muita coisa para contar destas últimas duas semanas, coisas que até as pessoas ficariam de boca bem aberta», referindo que «vai contar tudo no conselho regional do partido».

E quando questionado sobre se este cenário seria uma forma de o afastar da vida política regional, o líder insular respondeu: «Dá-me a impressão que sim, mas nunca me deixei atrair por ¿El Dourados¿. Portanto, o meu compromisso é com o povo da Madeira e vai até o fim».

«Há muita gente o PSD nacional que me quer ver pelas costas. A formiga branca está muito infiltrada nisto tudo e a formiga branca daqui [PSD-Madeira] articula-se muito bem, negoceia, vai a Lisboa fazer combinações contra mim», opinou.

O PSD e CDS-PP vão concorrer juntos às eleições europeias, através da coligação «Aliança Portugal», sendo a lista encabeçada por Paulo Rangel, seguindo-se Fernando Ruas, Sofia Ribeiro (Açores), Nuno Melo (CDS), Carlos Coelho, Cláudia Aguiar, José Manuel Fernandes, Jose Mendes Bota e Fernando Costa.

O 8º lugar será indicado pelo CDS e terá de ser uma mulher para cumprir a Lei da Paridade.