O cabeça de lista da CDU ao Parlamento Europeu considerou esta quinta-feira que o Conselho de Ministros extraordinário de sábado, sobre a saída da troika, «é para inglês, francês ou alemão ver», numa pequena arruada, no centro histórico de Évora.

«Podemos mesmo dizer que é um Conselho de Ministros que é para inglês ver ou podíamos também dizer para francês ou alemão ver. O Governo mostra bem assim também que interesses serve. Não são, seguramente, os do povo e os do país, é a submissão do país a determinações cada vez mais condicionadoras, que vêm lá de Berlim ou de Frankfurt ou de onde seja», lastimou João Ferreira.

O ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares disse esta quinta-feira que a reunião extraordinária pretende aproveitar «os holofotes» internacionais que estarão apontados para Portugal para mostrar a estratégia de médio prazo do país, que deixa de «estar ligado à máquina».

«Nos últimos anos houve um caminho de passar para as mãos de entidades supranacionais de decisões fundamentais da vida do país. É também por isso que hoje estamos sujeitos às chantagens dos mercados», continuou o eurodeputado recandidato pela coligação que congrega comunistas, «Verdes» e a Associação Intervenção Democrática.

Segundo o também vereador da Câmara Municipal de Lisboa, «é necessário quebrar com isso» e «a CDU representa, nestas eleições, a força que está em condições de corporizar uma alternativa a este caminho».