A cabeça de lista do Partido Operário de Unidade Socialista (POUS) às eleições europeias, Carmelinda Pereira, afirmou esta segunda-feira não querer um lugar de eurodeputado e que fará campanha pela dissolução das instituições da União Europeia.

«Nós não procuramos cadeiras de veludo. Eu não quero fazer parte, nem penso que nenhum militante, dos 26 que fazem parte da nossa lista, nem a centena que a materializa, queríamos fazer parte dos 700 e tal deputados que estão no parlamento (europeu)», afirmou a candidata.

Numa conferência de imprensa nas escadarias da Assembleia da República, a candidata garantiu estar a «explorar os direitos democráticos conquistados pelo povo português» para «dizer que este Parlamento Europeu não tem razão de existir e deve ser dissolvido, como todas as instituições da União Europeia».

Carmelinda Pereira defendeu, em lugar das atuais instituições, «assembleias soberanas em cada país, resgatando a soberania da Assembleia da República, e governos que respeitem a vontade do povo».

«Nós queremos que a Europa exista. São as instituições supra nacionais assentes nos tratados antidemocráticos e totalitários que constituem a União Europeia, que são contra a que a Europa exista: a Europa da paz, a Europa dos povos, da democracia», argumentou.

Carmelinda Pereira não quer pertencer ao parlamento europeu que «tira a soberania à Assembleia da República, e em nome disso fez passar a privatização da EDP, da Galp, das telecomunicações e da banca e quando esta assembleia (da República) não o quis fazer de todo, puseram o Estado português em tribunal».