O líder da bancada social-democrata, Luís Montenegro, considerou este sábado que está nas mãos dos sociais-democratas vencer as próximas eleições legislativas, num discurso em que rejeitou que o atual PSD seja neoliberal.

Perante o Congresso do PSD, no Coliseu de Lisboa, Luís Montenegro reiterou a abertura do seu partido a entendimentos com o PS, sustentando que isso não é incompatível com a crítica aos socialistas: «É conciliável e é maduro numa democracia podermos criticar e podermos encontrar vias de compromisso».

A seguir, fez um apelo à mobilização dos sociais-democratas para o combate político e para o objetivo de vencer as próximas eleições legislativas: «Está nas nossas mãos. Nós temos muitos argumentos para mostrar ao país que governamos melhor Portugal do que o PS», afirmou.

«Temos, por isso, o direito e a ambição de vencer as próximas eleições, mas eu acho que temos mais do que isso: quem tem tanta razão, quem sabe que um futuro Governo do PS podia deitar tudo a perder, quem sabe que o país não está em condições de desperdiçar o trabalho que fez nestes anos, tem a obrigação de, todos os dias, em cada momento, contribuir para que possamos ganhar as próximas eleições legislativas. O país merece, a história de 40 anos do PSD também merece», acrescentou.

Luís Montenegro elogiou o presidente do PSD e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, pela sua «competência, tenacidade e sentido de cumprimento do dever» e terminou o seu discurso declarando: «Pedro, vai em frente, tens aqui a tua gente».

O líder parlamentar do PSD fez questão de saudar o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, agradecendo o seu contributo para a coesão da atual maioria parlamentar.

No início da sua intervenção, Luís Montenegro repetiu a ideia de que «Portugal está melhor» do que há dois anos, embora a «recuperação da economia» ainda não se faça sentir na vida de «muitos portugueses».

«Portugal hoje tem futuro e em 2011 nós não tínhamos futuro», defendeu.

Quanto ao neoliberalismo, Luís Montenegro alegou que os que procuram pôr esse «rótulo» ao PSD nunca o fundamentaram: «Não há um exemplo que possa demonstrar que a nossa governação se afastou da social-democracia e foi caminhando para essa coisa do neoliberalismo, que ao fim ao cabo ninguém sabe definir muito bem».