Pedro Passos Coelho fez um apelo ao sentido de responsabilidade do PS. Durante cerca de hora e meia, o primeiro-ministro esgrimiu argumentos para mostrar que o ponto de vista do Governo é o correcto, sem fechar a porta ao entendimento, isto poucas horas depois do PS ter votado contra o OE2014.

Numa conferência do PSD, o primeiro-ministro disse na sexta-feira à noite estar empenhado no diálogo com o principal partido da oposição porque, diz, isso daria segurança a quem investe em Portugal e aos mercados.

«Daria grande ajuda ao país que o PS tivesse sentido de responsabilidade», disse Passos Coelho, porque «aquilo que é dito pelo PS é muito escrutinado em termos externos».

Uma ideia reforçada noutra frase: «Se o PS recusar cumprir, os mercados

terão mais dificuldade em acreditar».

Palavras de crítica ao maior partido da oposição que recusou uma reunião numa troca de cartas com Marco António Costa, mas que, ainda assim, levou Passos Coelho a afirmar: «Mantemo-nos abertos e empenhados em promover diálogo com PS».

Pedro Passos Coelho disse ainda que a indefinição acerca da execução do Orçamento para 2014 deve ser esclarecida depressa, mas nunca se referiu em concreto ao Tribunal Constitucional.

Antes, falou o seu secretário de Estado Adjunto. Carlos Moedas mostrou números para explicar os argumentos que levam o Governo a defender esta OE2014 e a reforma do Estado.

«Cinco por cento no défice em 2014 significaria 1600 milhões a mais no défice». Os mesmos cinco por cento no défice custaria a «remuneração de três mil polícias, 16 milhões consultas».

A norte falou Poiares Maduro. O PSD está a promover uma série de conferências para defesa do Orçamento.