Constança Cunha e Sá comentou a aprovação da reintrodução dos cortes, entre 3,5% e 10% nos salários do setor público acima dos 1.500 euros, e afirma que embora já fosse pública a intenção do Governo, esta foi a confirmação de que não existem cortes provisórios, apenas definitivos.

«O problema destas medidas que o Governo apresenta como sendo fantásticas, porque não são tão violentas como as anteriores que foram chumbadas [pelo TC], é que estas são definitivas. [Depois de] o Governo [andar] a dizer durante estes três anos que os cortes eram sempre provisórios (...) e que depois tudo se recuperaria, chega a confirmação de que os cortes são de facto definitivos».

A comentadora da TVI24 afirma, ainda, que os cortes nos salários «são mais do mesmo» e que, como já foi provado, não vêm trazer benefícios ao país, já que apesar do aumento das receitas fiscais não evitou o aumento do défice nos primeiros seis meses do ano.

«Estes cortes, no fundo, são mais do mesmo, e os resultados não têm sido fantásticos. Ao contrário do que diz a bancada do PSD, o Governo não está a fazer uma recuperação financeira. Basta, aliás, ver a execução orçamental dos primeiros seis meses deste ano para perceber que isso é uma fantasia, porque o défice aumentou, apesar das receitas fiscais terem disparado», afirmou Cunha e Sá.