A comissão política do CDS/PP-Madeira defendeu esta terça-feira que o partido deve abandonar «imediatamente a coligação», provocando a queda do Governo, o que implicaria a intervenção do Presidente da República ou a realização de eleições antecipadas.

«A comissão política do CDS-Madeira defende que o CDS-PP deve sair imediatamente do Governo da República abrindo caminho à queda do executivo e à intervenção do Presidente da República no sentido de encontrar uma solução política para esta crise», afirmou o presidente dos centristas madeirenses, José Manuel Rodrigues, após uma reunião extraordinária deste órgão regional do partido, citado pela agência Lusa.

O mesmo responsável adiantou que caso esta solução «não seja possível, então o caminho deve ser o de devolver a palavra aos portugueses com a realização de eleições».

Em conferência de imprensa, José Manuel Rodrigues divulgou o comunicado com as conclusões do encontro, tendo os elementos da comissão política do CDS/PP-M considerado que «a demissão de Paulo Portas é um ato de coragem e um exemplo de dignidade perante o que se estava a passar na coligação do Governo nacional».

Segundo os responsáveis centristas insulares «tudo tem limites e o CDS-PP não podia contemporizar com um Primeiro-Ministro que não consultava, nem ouvia o parceiro de coligação sobre as grandes decisões do Governo».

Sustentam que o partido «não podia aceitar a nomeação de Maria Luís Albuquerque para Ministra das Finanças, porque isso representaria uma linha de continuidade da política financeira do ministro Vitor Gaspar, que está a conduzir o país para resultados sociais e económicos desastrosos».

Os componentes da comissão política do CDS/PP-M argumentam que, face a esta situação, «não bastava mudar de ministros, era preciso mudar de políticas para abrir um novo ciclo de desenvolvimento económico e criação de emprego».

«Existiam outras opções, mas a teimosia e incapacidade política do primeiro-Ministro impediram uma solução», opinam, acrescentando que Passos Coelho «é assim o único responsável por esta grave crise política».

Por isso, no seu entender, «este primeiro-ministro, este Governo e esta coligação não têm condições para governar o país».