O Presidente da República fez otos que 2014 seja um «ano de inversão de tendências» e «que o espírito de abertura e compromisso ilumine os agentes políticos», com o primeiro-ministro a sublinhar a «belíssima cooperação» entre órgãos de soberania.

«O Natal é um tempo de paz, de concórdia, de união, mas o Natal, tal como o Ano Novo, é também um tempo de esperança e os portugueses olham com expectativa para o ano de 2014, que se confirme e se reforce o sinal positivo de crescimento da nossa economia e de criação de emprego, que o espírito de abertura e compromisso ilumine os agentes políticos, económicos e sociais para que os grandes objetivos nacionais possam ser mais facilmente realizados», afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, durante a tradicional sessão de cumprimentos de Boas Festas com o Governo, realizada no Palácio de Belém.

Na curta cerimónia, que se prolongou por pouco mais de cinco minutos, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, endereçou igualmente votos de bom Natal e bom Ano Novo ao chefe de Estado, salientando a «belíssima cooperação institucional» que tem existido entre órgãos de soberania.

«Trabalhamos arduamente todo o ano para poder justificar aos olhos dos portugueses as obrigações que enquanto titulares de órgãos de soberania exercemos para realizar a satisfação das necessidades dos portugueses», referiu, assegurando que o executivo tudo continuará a fazer para ultrapassar a crise e «proporcionar a todos um ano de 2014 com perspetivas de recuperação efetiva da economia e do emprego».

Numa mensagem um pouco mais longa, o chefe de Estado, a quem Passos Coelho se referiu como «uma peça importante» da «cultura constitucional e democrática», deixou o desejo que «o ano de 2014 seja um ano de inversão de tendências, que permita satisfazer melhor as legítimas aspirações dos portugueses».

«Os portugueses esperam neste tempo de Natal que em 2014 a vida lhes possa correr um pouco melhor, os portugueses esperam sentir que o país se aproxima de bom porto, que sentem ou possam sentir que os sacrifícios valeram de facto a pena», sublinhou.

Cavaco Silva, que vincou o facto da apresentação de cumprimento de Boas Festas não é apenas um gesto simbólico, mas uma tradição da democracia portuguesa que reflete o desejo de um relacionamento salutar entre a Presidência da República, o Governo e o parlamento, fez ainda votos que todos os órgãos possam «trabalhar em conjunto, desenvolvendo uma cooperação institucional leal e construtiva e uma permanente abertura ao diálogo».

«São tempos difíceis para os portugueses, mas vale a pena ter também presente que estes tempos muito exigentes para todos aqueles que têm responsabilidade de governar», referiu ainda, lembrando que muitas vezes não se tem presente que também aos governantes se exige muito em todos os dias do ano.

«Que seja possível mobilizar os portugueses para um trabalho de união, um esforço de união em prol do crescimento económico e social do país, em prol da justiça social que seja possível colocar o país numa trajetória que aponte para um futuro melhor», disse ainda o chefe de Estado.

À cerimónia faltaram o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, a ministra das Finanças, Maria Luís Alburquerque, o ministro da Economia, António Pires de Lima, o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, e o ministro da Solidariedade, Pedro Mota Soares.