O Presidente da República referiu esta sexta-feira que a decisão sobre a «sorte» do diretor nacional da PSP é da exclusiva responsabilidade do Governo, confirmando apenas que foi informado esta manhã da saída do superintendente Paulo Valente Gomes.

«Eu já hoje de manhã tive ocasião de falar sobre esse assunto, é uma competência exclusiva do Governo a decisão sobre a sorte do senhor diretor nacional da PSP, eu fui de facto informado hoje de manhã», declarou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, que falava aos jornalistas no final de uma visita às OGMA, em Alverca.

Cavaco Silva adiantou ainda já ter falado com o executivo a propósito da manifestação das forças de segurança realizada na quinta-feira em frente à Assembleia da República, mas escusou-se a acrescentar alguma informação às declarações que fez esta manhã.

De manhã, o Presidente da República fez um apelo à serenidade num «tempo em que não é fácil para Portugal», embora também se tenha escusado a falar sobre a manifestação das forças de segurança.

«Numa circunstância destas o meu apelo só pode ser um: serenidade, que se mantenha serenidade neste tempo que não é fácil para Portugal, em que dependemos tanto, tanto dos credores que nos observam todos os dias», afirmou.

Milhares de polícias manifestaram-se em Lisboa e, derrubando uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal do Palácio de São Bento, onde cantaram o hino nacional e depois desmobilizaram voluntariamente.

Polícias invadiram escadaria do Parlamento



O ministério da Administração Interna divulgou esta sexta-feira que o diretor Nacional da PSP colocou o seu lugar à disposição na sequência dos protestos de quinta-feira e que o ministro «entendeu aceitar a disponibilidade para a cessação de funções».