O líder do PS considera que a compra de ações da SLN, dona do BPN, por parte de Rui Machete, «fragiliza» o novo ministro dos Negócios Estrangeiros e o próprio Governo.

Machete comprou ações do BPN a «preço de amigo»

««Esta situação fragiliza um ministro importante do Governo, fragiliza o Governo no coração da governação, porque não é um ministro qualquer, como já a ministra das Finanças e o vice-primeiro-ministro não eram», afirmou aos jornalistas.

Para António José Seguro, «uma coisa é política, outra questões de ética». «E nestas temos de ser implacáveis. A verdade tem que vir sempre ao de cima», acrescentou, sublinhando não desejar fazer «nenhum julgamento apressado».

«Só quero dizer que isto fragiliza um Governo que já de si está fortemente fragilizado», resumiu.

António José Seguro argumentou que este episódio vem «somar-se ao lote» de outros como o da ministra das Finanças «que faltou à verdade no Parlamento» sobre a situação dos swaps.

«Tudo isto é uma situação que não deixa grandes expectativas aos portugueses, que neste momento precisam de ter um Governo competente, que tenha soluções credíveis para a nos tirar da crise, um Governo confiável. E este Governo não é confiável, é um Governo altamente fragilizado», declarou.

Seguro considerou que o primeiro-ministro deve pronunciar-se «sobre estas matérias todas».

E assegurou: «Do ponto de vista ético sou implacável», acrescentando existirem «vários silêncios da parte deste Governo».

Segundo Seguro, para resolver os problemas do país é necessário «ter um Governo decente, inseto de suspeitas e suspeições».

«É preciso ter um Governo de palavra, credível e isto hoje não existe no nosso país. Nós não temos esse Governo», disse.