o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou hoje que a «luta não acabará hoje na votação no plenário da Assembleia da República» do Orçamento de Estado para 2014.

Presente na manifestação junto às escadarias do parlamento, Jerónimo de Sousa afirmou que o «processo continua nas mãos do Presidente da República e com certeza no Tribunal Constitucional».

«E sempre, mas sempre na luta dos trabalhadores e reformados e de todas as pessoas que estão a ser vítimas» de um orçamento «violento e que está a destruir vidas», afirmou aos jornalistas.

O dirigente comunista afirmou ver esta manhã «muita gente» numa manifestação que acontece numa manhã de trabalho.

«Tem um significado, a indignação e que a luta está a seguir para um novo patamar» e que há uma «redução da base social desta política», disse.

Para Jerónimo de Sousa, a sua presença na rua «não é contraditória» com o estatuto de deputado, referindo que optou por estar «solidário com os trabalhadores e o povo português».

«A Assembleia da República não é uma redoma. Aqui também se faz democracia», notou.

O dirigente do PCP garantiu ainda que a luta dos trabalhadores «não vai lá com atos isolados e repentismos», mas de «forma persistente e tenaz» contra a «teoria das inevitabilidade e do conformismo».