O líder parlamentar do PSD afirmou hoje não ter conhecimento de "nenhuma investigação" que o envolva a propósito das viagens ao Euro2016, assegurando que tanto ele como outros dois deputados sociais-democratas viajaram "a expensas próprias".

À entrada para um colóquio organizado pelo grupo parlamentar do PSD sobre "As Freguesias e a Descentralização", Montenegro foi questionado sobre a abertura de um segundo inquérito do DIAP que, de acordo com uma notícia da SIC, estará a investigar deputados e autarcas por recebimento indevido de viagens, refeições e bilhetes para o Euro 2016, desta vez através da empresa de viagens Cosmos, detida pela Olivedesportos, de Joaquim Oliveira.

Queria transmitir-vos que não tenho conhecimento de nenhuma investigação, nem eu, nem o senhor deputado Hugo Soares, nem o senhor deputado Luís Campos Ferreira. E estamos muito tranquilos: tal como há um ano tivemos ocasião de explicar, nós não viajámos nem a convite, nem por conta de nenhuma empresa, viajámos a expensas próprias", assegurou.

"Se há alguma investigação aguardaremos que ela possa concluir aquilo que se passou", disse, sem responder a mais perguntas.

Ou seja, além do inquérito que envolve os três secretários de Estado demissionários, haverá uma segunda investigação sobre viagens de políticos ao Euro 2016, de acordo com uma informação avançada pela SIC e confirmada ao Público pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

No processo que já era conhecido, está em investigação o pagamento pela Galp Energia S.A. de viagens, refeições e bilhetes para diversos jogos da seleção nacional no Campeonato Europeu de Futebol de 2016.

Em causa estão factos suscetíveis de integrarem a prática de crimes de recebimento indevido de vantagem, previstos na Lei dos Crimes de Responsabilidade de Titulares de Cargos Políticos (Lei 34/87 de 16 de julho), explica o MP.

Os secretários de Estado demissionários Jorge Costa Oliveira (Internacionalização), Fernando Rocha Andrade (Assuntos Fiscais) e João Vasconcelos (Indústria) vão juntar-se como arguidos a um chefe de gabinete, um ex-chefe de gabinete e um assessor governamental já arguidos.