O CDS-PP defendeu hoje que "teve razão" quando exigiu as demissões dos secretários de Estado da Internacionalização, dos Assuntos Fiscais e da Indústria e considerou inevitável a saída dos ministros da Defesa e da Administração Interna.

Há quase um ano o CDS disse que estes secretários de Estado não tinham condições políticas objetivas para permanecer. Um ano depois o CDS teve razão, foi o primeiro a dizê-lo e com um ano de atraso a realidade veio dar uma lição ao primeiro-ministro"

Palavras do líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, para quem "é sempre preferível tirar consequências do que a lealdade político-partidária".

Lendo o comunicado do primeiro-ministro [a aceitar os pedidos de exoneração], digo-lhe 'bem-vindo ao país à realidade'. O Governo está a desfazer-se e a deixar cair as peças, pouco a pouco".

Para o partido de centro-direita é "inevitável" que a remodelação governamental vá mais longe e abranja os "casos mais graves" dos ministros da Defesa e da Administração Interna, não por uma "questão de oportunidade" mas "por uma questão de necessidade".

"O país precisa de ter nos órgãos de soberania ministros que comandem as Forças Armadas e as forças de segurança, que sejam ministros", sustentou, citado pela Lusa, como já ontem tinha pedido Assunção Cristas.

Os secretários de Estado da Internacionalização, Jorge Costa Oliveira, dos Assuntos Fiscais, Rocha Andrade, e da Indústria, João Vasconcelos, solicitaram ao primeiro-ministro a exoneração de funções após terem pedido ao Ministério Público a sua constituição como arguidos no inquérito relativo às viagens pagas pela Galp para assistir a jogos do Euro2016. A demissão já foi aceite pelo primeiro-ministro.