O PCP reiterou esta sexta-feira a posição pela dissolução da NATO e uma política de paz alcançada por Portugal, apelando à participação nos protestos contra a cimeira da Aliança Atlântica, que decorre esta sexta-feira e no sábado em Varsóvia, na Polónia.

"Iniciando-se hoje [sexta-feira] a Cimeira da NATO, em Varsóvia, na Polónia, o PCP alerta para os seus graves objetivos de incremento da ação belicista deste agressivo bloco político-militar conduzido pelos EUA", referem os comunistas em comunicado.

O PCP reafirma, assim, "a sua posição e intervenção pela dissolução da NATO e pela concretização por parte de Portugal de uma política de paz, de amizade e de cooperação com todos os povos do mundo" e associa-se "à campanha ‘Sim à Paz! Não à NATO' promovida pelo movimento da Paz em Portugal".

O partido apela, por isso, à participação nas ações de protesto que neste âmbito se realizam hoje em Lisboa e sábado no Porto.

De acordo com os comunistas, "nesta Cimeira, a NATO afirma um novo patamar na sua ação de tensão e confronto visando a Federação Russa, com os perigos para a paz na Europa e no mundo que tal ação representa".

"A NATO incrementa a sua capacidade de intervenção militar, promove o aumento das despesas militares e a corrida aos armamentos", criticam, considerando que a Aliança do Atlântico Norte "é um instrumento de tensão, de desestabilização, de agressão contra Estados".

Na opinião do PCP, "pela sua ação direta ou indireta, a NATO é responsável pelas guerras de agressão contra a Jugoslávia, o Afeganistão, o Iraque, a Líbia ou a Síria" e por "centenas de milhares de mortos e feridos, pela negação da satisfação das mais básicas necessidades de milhões de seres humanos e pelo drama de milhões de refugiados e deslocados".

Na cimeira da NATO (sigla em inglês da Organização do Tratado do Atlântico Norte), que decorre até sábado em Varsóvia, na Polónia, o primeiro-ministro português, António Costa, está presente, incluindo a comitiva portuguesa os ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros, José Azeredo Lopes e Augusto Santos Silva, respetivamente.

Esta é 26ª cimeira da NATO, desde a data da sua fundação em 1949, tendo a última decorrido em Gales em setembro de 2014.

As cimeiras têm a participação dos chefes de Estado e do Governo dos 28 membros da NATO e é presidida pelo secretário-geral da organização, que atualmente é Jens Stoltenberg.