O ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, defendeu esta terça-feira que os partidos, órgãos de soberania e a sociedade devem desenvolver uma «estratégia» de responsabilidade orçamental de «médio e longo prazo», uma reforma que «transcende» uma legislatura.

«É importante que os partidos, os órgãos de soberania, a sociedade em geral se mobilize para uma estratégia de responsabilidade orçamental de médio e longo prazo», disse.

O ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia falava aos jornalistas, à margem da sua intervenção na Universidade de Verão do PSD, que está a decorrer, desde segunda-feira, em Castelo de Vide (Portalegre).

De acordo com o governante, a vida «não termina» com o memorando de entendimento, «muito pelo contrário», esperando que os seus efeitos perdurem nos «próximos dez anos».

Depois, acrescentou «há outros problemas que estão para lá do défice e da dívida que são problemas estruturais que necessitam de um conjunto de reformas que transcendem uma legislatura».

Rejeitando qualquer tipo de «pressão» sobre o Tribunal Constitucional, Jorge Moreira da Silva apontou que o caminho das reformas é um trajeto que «não vincula apenas um partido, um Governo, é um caminho de um novo modelo de desenvolvimento e não de um plano de contingência ou de resgate».

O coordenador da Comissão Política Nacional do PSD, Marco António Costa, apelou também, na segunda-feira, na Universidade de Verão, aos diversos setores da sociedade para cooperarem, uma vez que se vivem «tempos de emergência nacional».

«Exige-se a todos, sem prejuízo dos posicionamentos pessoais e institucionais, um dever de solidariedade e cooperação no caminho de viabilização de um Portugal sustentável», disse.

«Ninguém, nem nenhum órgão de soberania, se pode demitir dessa responsabilidade ativa», acrescentou.

Na Universidade de Verão do PSD, Jorge Moreira da Silva deu uma aula sobre «Ambiente e Energia, o que temos de decidir já».

A iniciativa, que conta este ano com 100 alunos, decorre até domingo, sendo encerrada pelo líder social-democrata e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, como recorda a Lusa.