José Sócrates definiu esta sexta-feira o PS como um partido sem «excluídos, perseguidos ou silenciados», num discurso longo na abertura do XVI Congresso em que voltou a pedir maioria absoluta para os socialistas nas próximas eleições legislativas, escreve a Lusa.

No seu primeiro discurso no congresso de Espinho, que durou 50 minutos, foi sobretudo aplaudido quando atacou as «calúnias» na vida política, numa referência ao caso «Freeport», e quando, em nome da governabilidade no país, colocou como objectivo dos socialistas uma nova vitória nas eleições legislativas com maioria absoluta.

Depois de referências às medidas do Governo ao longo dos últimos quatro anos, onde atacou por várias vezes as forças da oposição, Sócrates dedicou um breve período da sua intervenção à vida interna no PS.

Sem nunca se referir ao ex-candidato presidencial Manuel Alegre, Sócrates procurou acentuar a ideia de que o PS «é uma partido unido nas sua diversidade». «Não há excluídos, perseguidos ou silenciados. Neste partido não tememos a clarificação política», disse, numa referência implícita às vozes que têm falado em clima de medo dentro do PS liderado por Sócrates.

O secretário-geral do PS, José Sócrates, escolheu o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, para apresentar sábado, no segundo dia do congresso, a sua moção de orientação política, disse à Lusa fonte da direcção do partido.