O Governo português considerou hoje que «tudo deve ser feito para evitar movimentações militares» na Crimeia e defendeu a preservação da unidade e soberania da Ucrânia, apelando para a realização de um «diálogo inclusivo».

Em comunicado divulgado hoje à noite, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) sustentou que «os desenvolvimentos recentes na Crimeia são particularmente preocupantes».

Para MNE, «tudo deve ser feito para evitar movimentações militares que contribuam para agravar a escalada da tensão» nesta região.

Um alto responsável de Kiev denunciou hoje uma «invasão armada» da Crimeia por mais de 2.000 soldados russos aerotransportados em Simferopol, capital da república autónoma do sul da Ucrânia.

«A preservação da unidade, integridade territorial e soberania da Ucrânia é essencial», defende Rui Machete, na nota hoje divulgada.

O Governo português sustenta que «para a estabilização da Ucrânia é necessário prosseguir um diálogo inclusivo, que tenha em consideração a diversidade política e geográfica da sociedade ucraniana».

«Portugal, juntamente com os seus parceiros europeus e internacionais, continuará a apoiar a Ucrânia no seu processo de reforma», refere.

O Governo português continua a «acompanhar com preocupação» a situação naquele país e diz esperar que o novo Governo provisório «possa iniciar o processo de reformas políticas e económicas necessárias ao progresso e democratização do país».

O Presidente interino da Ucrânia, Oleksandr Turchinov, pediu hoje ao chefe de Estado russo, Vladimir Putin, para «terminar imediatamente a sua agressão ostensiva e retirar os seus militares da Crimeia», durante uma intervenção transmitida pela televisão.