O Partido Socialista reclamou uma «grande vitória do PS» nas Eleições Europeias deste domingo, destacando que há um derrotado: o Governo. António José Seguro no discurso da «segunda vitória consecutiva» afirmou que é necessário retirar «todas as consequências» do resultado eleitoral, assumindo que o «atual governo chegou ao fim» e que se depender do PS «haverá eleições antecipadas».

Eleições Europeias AO MINUTO

«O PS teve hoje uma grande vitória. Uma grande vitória eleitoral», disse o secretário-geral do PS, lembrando que a esta é já a segunda vez que o PS vence a coligação nas urnas, lembrando a vitória nas autárquicas de 2013. «Duas eleições, duas vitórias», sublinhou.

«A verdade é que o PS teve mais votos do que a direita toda junta, é uma vitória inequívoca», apontou.

O líder do PS reclamou assim vitória depois de logo no início da noite o PS, quando foram conhecidas as primeiras projeções, pela voz do cabeça de lista dos socialistas, Francisco Assis, ter classificado o resultado desta noite como «histórico». O PS venceu as Eleições Europeias, com cerca de quatro pontos de diferença da coligação Aliança Portugal.

No discurso de vitória, o Partido Socialista defendeu que os portugueses «votaram na mudança» e que «começa hoje um novo ciclo político em Portugal». Classificando o atual resultado eleitoral como originário de um «impasse» no país, António José Seguro assumiu que «os atuais responsáveis devem retirar todas as consequências».

Bloco central, uma diferença de quase quatro pontos

António José Seguro foi mais longe e considerou que «o atual governo chegou ao fim», defendendo que «já não corresponde à vontade dos portugueses» e defendendo que cabe ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e ao vice-primeiro-ministro tirarem as «ilações políticas».

«Cabe em primeiro lugar ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e ao vice-primeiro-ministro tirarem as ilações políticas desta eleição». «Se depender de nós, haverá naturalmente eleições antecipadas», assumiu Seguro que lembrou que o chefe de Estado «tem o poder constitucional de poder dissolver o parlamento», e recordou o momento do ano passado em que os socialistas reclamaram as eleições antecipadas: «Quando em julho passado houve uma crise política, o senhor Presidente da República pediu a opinião do PS, e o PS foi muito claro, dizendo-lhe que era do interesse nacional que se tivessem realizado eleições. Como é sabido, não foi esse o entendimento do senhor Presidente da República», lembrou.

Questionado sobre uma eventual moção de censura no parlamento na sequência das europeias, como o PCP anunciou já que vai fazer, o secretário-geral do PS disse que o PS «não apresenta nem nunca ponderou apresentar» tal iniciativa.

«Apresentar uma moção de censura ao Governo na sequência destas eleições, atendendo à composição do parlamento, é fazer um frete ao Governo. Sabemos qual é o destino de uma moção de censura ao Governo com a composição atual do parlamento. E nós sabemos com clareza o que devemos fazer. Agora, há uma censura ao Governo. E essa censura foi feita hoje pelo povo português», reclamou Seguro.