PSD e CDS-PP manifestaram disponibilidade para reforçar o diálogo com os parceiros sociais mas defenderam que o atual momento «é o tempo dos partidos».

«Nós vemos com bons olhos essa iniciativa mas agora é o tempo dos partidos, é o tempo da política, mas depois, no desenvolvimento daquilo que desejamos, que é o acordo, julgamos que é necessário promover e intensificar esse diálogo», afirmou o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães.

O Diário Económico titula hoje que «os parceiros sociais querem ser ouvidos na salvação nacional». Segundo aquele jornal, os parceiros sociais «querem ser ouvidos na discussão sobre a reforma do Estado, para que seja objeto de um amplo consenso».

Questionado no Parlamento, o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro frisou que «o compromisso nacional» está centrado «na expressão da vontade política dos principais partidos políticos portugueses».

O deputado disse que o PSD tem interesse em «alargar a abrangência de um compromisso nacional aos parceiros sociais" mas "não nesta fase".

Em comunicado divulgado hoje, os parceiros sociais apelaram aos partidos políticos para que cheguem rapidamente a um entendimento, colocando de lado interesses partidários, e disponibilizaram o seu apoio e contributo para "um novo ciclo económico e social».

Em comunicado, a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), a Confederação Empresarial de Portugal (CIP), a Confederação do Turismo Português (CTP) e a União Geral de Trabalhadores (UGT) apelam para que «este entendimento seja encontrado tão rapidamente quanto possível».

As quatro confederações empresariais - que apresentaram no mês passado um compromisso coeso para o crescimento económico em Portugal - às quais se juntou a UGT apelam também aos partidos «que se encontram a negociar o compromisso de médio prazo que envidem todos os esforços, pondo de lado interesses partidários de conjuntura».