O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, disse hoje que a sua visita à China «elevou a parceria estratégica» luso-chinesa, salientando «a grande abertura» dos líderes chineses para «reforçar a cooperação bilateral nos mais variados domínios».

«Se formos capazes de dar seguimento a tudo o que foi feito na semana que hoje termina será muito positivo para Portugal», disse Cavaco Silva em Macau, última etapa de uma visita de oito dias por Xangai, Pequim e aquela Região Administrativa Especial da China.

Numa conferência de imprensa no Consulado Geral de Portugal em Macau cerca de três horas antes de embarcar para Hong Kong, de regresso a Lisboa, o presidente português salientou que durante a visita foram assinados 29 acordos e memorandos de entendimento entre os governos, as empresas e as universidades.

«Penso que nunca ocorreu no passado ocorreu algo de semelhante», disse.

Foi a primeira visita de um chefe de Estado português à China desde 2005, com uma comitiva que incluía três ministros (Negócios Estrangeiros, Economia e Educação e Cultura) e uma delegação com cerca de cem empresários.

Além do homólogo chinês, Xi Jinping, que é também secretário-geral do Partido Comunista, o cargo político mais importante do país, Cavaco Silva encontrou-se com o primeiro-ministro, Li Keqiang, e com o presidente da Assembleia Nacional Popular, Zhang Dejiang, que são os números dois e três da hierarquia comunista.

«Encontrei grande abertura em relação a todos os assuntos que apresentámos», disse o Presidente português.

Cavaco Silva realçou também «a cooperação trilateral» que «foi um tema abordado com alguma profundidade, o que mostra bem que a relação especial de Portugal com África e América Latina tem um valor estratégico muito significativo».

«A China, a nível político e económico, valoriza muito a presença de Portugal na União Europeia e na zona do euro», disse.

Ao fazer o balanço da visita, Cavaco Silva mostrou-se convicto que «os intensos contactos entre empresários vão dar certamente os seus frutos».

«Ficou claro que Portugal é uma localização competitiva para o investimento estrangeiro», afirmou ainda.

O presidente da República destacou ainda os dez acordos assinados entre universidades dos dois países, que classificou como «um passo importante para alargar as áreas de cooperação» bilateral.

No campo do turismo, «outro tema muito abordado», Cavaco Silva considerou que «as possibilidades» são «imensas».

«O número atual de turistas chineses que atualmente visitam Portugal é uma gota de água em relação ao potencial que temos», afirmou.

Sobre Macau, Cavaco Silva disse que o crescimento económico, o desenvolvimento social e a estabilidade daquela Região Administrativa Especial da China «mostram claramente que o modelo escolhido foi a escolha certa».

«As relações com a China são estratégicas na política externa portuguesa», concluiu.