Paulo Portas, que chegou ao início da tarde de hoje a Lisboa após uma deslocação de cerca de 36 horas a Macau, condenou a «maledicência» de que diz ter sido vítima, numa alusão a críticas de que foi alvo devido a um atraso na chegada a uma receção com a comunidade portuguesa no consulado-geral de Portugal em Macau no domingo, e que já foi desmentido em comunicado oficial.

«Considero inaceitável a maledicência que foi feita a esse propósito. Ao cabo de 15 reuniões em dia e meio a defender o interesse de Portugal, tendo trazido para o nosso país resultados concretos e positivos e sendo completamente alheio a qualquer razão que levasse a um atraso, é injustificado que a luta política atinja este tipo de mesquinhez e de falsidade», disse.

Num comunicado divulgado na terça-feira em Hong Kong, o gabinete de Paulo Portas assegurou, contrariando informações divulgadas por um jornal de Macau, que a chegada ao Consulado ocorreu pelas 22:30 «estando a sala repleta de convidados, incluindo comunicação social portuguesa e local».

O texto acrescenta ser «destituído de fundamento, quer a fita do tempo apresentada pelo referido jornal local, quer a alegação de que o vice-primeiro-ministro teria provocado voluntariamente algum atraso na receção em homenagem à comunidade portuguesa».

«Houve matérias que chegaram à luta política por via de declarações de partidos políticos», disse hoje Paulo Portas, numa referência à intervenção sobre esta questão, pelo deputado do PS Paulo Pisco hoje na Assembleia da República.

«Quem não se sente não é filho de boa gente. Fiz uma viagem oficial a Macau de dia e meio, tive 15 reuniões, trouxe resultados para Portugal, há mais produtos portugueses que vão ser exportados, há mais investimentos chineses no nosso país, tratamos de uma série de assuntos com uma série de países e fui vítima de uma maledicência que não tem fundamento nenhum (...). O que é mentira é mentira, o que é injusto é injusto», sustentou.

Portas sublinhou ainda as reuniões mantidas com investidores chineses interessados em investir em Portugal na área do turismo e do jogo, sendo o setor do turismo a área onde terão sido detetadas maiores possibilidades de crescimento num futuro próximo.