O presidente da Comissão Europeia (CE), José Manuel Durão Barroso, pediu esta sexta-feira ao Presidente russo, Vladimir Putin, o fim da entrada de mercenários e de armamento na Ucrânia e destacou a necessidade de diminuir a tensão na crise ucraniana.

Numa conversa telefónica com Putin, Durão Barroso destacou «a necessidade de diminuir a tensão e a importância de um cessar-fogo» entre os rebeldes pró-russos do leste da Ucrânia e as autoridades de Kiev, indica a Comissão Europeia, em comunicado.

Barroso também apelou ao «desarmamento dos grupos separatistas, ao fim do fluxo de armas e soldados ilegais para a Ucrânia e à derrogação da lei aprovada pelo Conselho da Federação da Duma».

Os dois responsáveis políticos abordaram as conversações sobre o abastecimento e o preço do gás que Rússia e Ucrânia estão a desenvolver, com mediação da Comissão Europeia.

O chefe do executivo comunitário «expressou a sua esperança de que ambas as partes possam fazer esforços adicionais para alcançar um acordo duradouro sobre a base das opções estabelecidas pela CE», acrescenta a nota.

Finalmente, Putin e Barroso discutiram a assinatura, prevista para o próximo dia 27 de junho, do acordo de associação entre a União Europeia e a Ucrânia.

Barroso ofereceu a Putin a «possibilidade de continuar as conversações bilaterais em curso a nível técnico com a Rússia, assim como manter consultas a nível político, associando a Ucrânia», como uma forma de «dissipar qualquer preocupação».